Qual é a agenda da PGR?

Ao endossar ao Tribunal Administrativo (TA) o expediente relativo as chamadas dívidas ilegais, contraídas por gente conhecida, incluindo os seus domicílios, a Procuradoria Geral da República (PGR) acabou por se outorgar a ela mesma, o certificado de invalidez e de enfarte de ideias.

É o esgotamento da mais alta instituição que é suposto ser a guardiã da legalidade no país.

Os moçambicanos que não estão bafejados na grande mesa, sim aqueles nacionais que o Presidente da República os tem como “únicos, legítimos e exclusivos patrões” , continuam a definhar por conta de um feito sem paralelo, onde se pontapearam os mais nobres valores da ética em nome de uma alegada defesa da soberania.

Filipe Nyusi, por alturas da consagração dessa bolada apimentada de soberana, era ministro da Defesa, não se tem coibido nas actuais funções de ir a Serra da Gorongosa para tomar ar fresco com o seu “irmão” Afonso Dhlakama, visitas essas em nome da PAZ e da SOBERANIA.

O truque da PGR está eivado de síndrome de esgotamento. Os seus quadros mesmo diante das “regalias” inerentes aos seus postos, estão a agir como se fossem crianças em idade escolar primária ao rechaçarem a bola para a entidade que audita a Conta Geral do Estado.

Parece que estão no intervalo de lanche a brincarem às escondidas e, na hora do toque de reentrada para o segundo turno o resultado fica nulo.

A PGR tal como alguns de nós, deve ter lido a entrevista na qual Manuel Chang confessou que o seu “maior pecado” é aquele que sob alto comando norteou a criação da EMATUM, Proíndicus e MAM sem que para tal os moçambicanos na sua maioria absoluta não foram consultados e nem avisados.

Só uma auditoria mandada fazer pelo PR poderá nos esclarecer se os custos daqueles barcos, que apodrecem a luz do dia ali nas instalações do porto de Maputo é real ou imaginário e nos deixará em estágio “Encorajador e Desafiante”.

É essa auditoria que poderá dissipar o fantasma de que as figuras que estiveram à testa desses empréstimos, amealharam comissões chorudas e se tornaram milionárias. É essa auditoria que poderá limpar os nomes de Armando Emilio Guebuza, Manuel Chang e Filipe Nyusi tidos como suspeitos aos olhos de alguma opinião pública .

É a mesma auditoria que nos mostrará que a PGR estará se curando das suas criancices…

Com todos estes cenários e já que perguntar não ofende: Qual é a agenda da PGR?

LUÍS NHACHOTE

Este artigo foi publicado em primeira mão na versão PDF do jornal Correio da manhã,  edição de 08 de Fevereiro 2018 na rubrica semanal Do lado da evidência Caso esteja interessado em receber regularmente a versão PDF  do jornal Correio da manhã manifeste esse desejo através de um email para corrreiodamanha@tvcabo.co.mz, correiodamanhamoz@tvcabo.co.mz, ou geral@correiodamanhamoz.com.

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