Jazz agita noite de Maputo

Foi com emoção e muita animação que decorreu, na noite da quinta-feira, 30 de Novembro, no Hotel Polana, em Maputo, a 1.ª edição do Festival Standard Bank Acácia Jazz. O Standard Bank, mentor da iniciativa, fez um balanço positivo do evento, destacando a presença massiva do público.
No lançamento deste evento, Jimmy Dludlu, Judith Sephuma, Oliver Mtukudzi e a Banda Kakana, os artistas que preencheram o alinhamento, prometeram trazer “dinamite” ao espectáculo. A promessa foi devidamente cumprida e, diga-se, com nota altamente artística.
As 800 pessoas que lotaram a tenda do Hotel Polana, para assistirem ao show, divertiram-se sobremaneira com os variados e diversificados sons dos artistas no palco.
O espectáculo arrancou com a declamação de um poema dedicado à cidade de Maputo, seguida pela performance da Banda Kakana que, com músicas dos seus dois álbuns, “Juntos” e “Serenata”, abriu a sala, preparando os presentes para o que ainda estava ainda por vir.
Sem deixar créditos em mãos alheias, Oliver Mtukudzi quis marcar em grande o seu regresso a Moçambique, país que ele considera como sua casa. Dançou, cantou e encantou o público, trazendo ao palco diversos temas que compõem o seu vasto repertório musical. Com o sensacional “Todi” levantou a sala por completo, levando os presentes ao delírio.

Parte do público presente no show
Parte do público presente no show

O ritmo suave voltou a tomar conta da sala com a entrada de Judith Sephuma. Sem querer agitar ainda mais aquela sala já aquecida, a cantora sul-africana explorou a sua excepcional voz para tocar na alma dos presentes. Com faixas do seu álbum “A Cry, A Smile, A Dance”, lançado em Outubro de 2001, dispensou os coristas, que a acompanhavam no palco, para se deixar auxiliar, em cada estrofe das suas canções, pelo público, numa harmonia de vozes.
Por fim, Jimmy Dludlu subiu ao palco para, mais uma vez, animar os moçambicanos com temas de vários álbuns, com destaque para o último, o “The Groove”, lançado em Setembro de 2016. Não faltou, como era de se esperar, o habitual “medley”, que partindo de músicas tradicionais moçambicanas, recreou as de Michael Jackson.
Jimmy Dludlu brilhou, deu show e não permitiu que as pessoas se sentassem, até ao momento da sua despedida. Aliás, por diversas vezes abandonou o palco para, no meio da multidão, tornar o público como parte integrante da festa que foi esta 1.ª edição do Festival Standard Bank Acácia Jazz.

Oliver Mtukudzi en acção no Festival de Jazz em Maputo
Oliver Mtukudzi en acção no Festival de Jazz em Maputo

Na hora do balanço, Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank, entidade mentora do festival, mostrou-se visivelmente satisfeito, sobretudo com a aderência do público. “Estamos satisfeitos com o que vimos. Tivemos casa cheia e muita animação. O ambiente emocionante vivenciado neste memorável espectáculo fala por si”, manifestou.
Chuma Nwokocha explicou ainda que o Standard Bank decidiu organizar este festival como forma de manter o banco mais perto dos seus clientes, bem como para potenciar a cultura e o turismo nacionais.
“O Governo definiu a cultura e o turismo como pilares estratégicos para o desenvolvimento económico, sendo que apostamos neste evento cultural também nesse sentido”, concluiu.
Também presente no evento, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango, descreveu, por sua vez, o festival como o marco mais alto das festividades dos 130 anos da cidade de Maputo, celebrados no passado dia 10 de Novembro.
“Esta festa foi feita por duas entidades centenárias no país, neste caso o Standard Bank, com 123 anos, e a cidade de Maputo com 130. Os nossos munícipes merecem um festival com esta dimensão”, referiu David Simango.

Redacção

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