Câmbio paralelo em Sandton

Está a florescer a olhos vistos a prática ilegal de câmbio paralelo de divisas em plena Sandton, centro financeiro da vizinha República da África do Sul, algo impensável até há bem pouco tempo.

A principal “praça” desta prática ilícita está instalada na nobre St. Maude (Rua de Maude) e os seus protagonistas são estrangeiros (não sul-africanos) de uma nacionalidade devidamente identificada, que não param de assediar qualquer um com algum indício de ser turista que por aí circule.

A escolha do local pelos cambistas ilegais não parece ter sido à toa: para além de se localizar a uns metros do “coração” de Sandton, está justamente na mesma rua ou próximo de locais onde estão estabelecidas representações dos importantes intervenientes financeiros nacionais, regionais e mundiais, tais como o Nedbank, First National Bank (FNB), Deutsche Bank, JSE, HSBC, Rand Merchant Bank (RMB), China Construction Bank, entre outros.

Como tem sido prática dos cambistas informais noutras paragens, também em Sandton, para camuflar a actividade, estes operadores ilegais de troca de dinheiro montaram nas bermas da St. Maude (Rua de Maude) bancas para venda de diversos tipos de quinquilharias.

É verdade que entre os cambistas disfarçados de vendedores de bugigangas estão, no meio, operadores honestos que não misturam a sua actividade comercial com práticas ilegais naquele local.

Aos menos incautos os cambistas aplicam o mesmo câmbio oficial (aproximadamente ZAR12/USD1) para arrebatar mais-valia, mas quando o negociador (quem pretenda ou simule pretender vender moeda externa, USD, por exemplo) evidencia algum conhecimento na matéria eles sobem a fasquia até um máximo de ZAR14/1USD.

As moedas mais transaccionadas na St. Maude (Rua de Maude) são USD e o Euro, face ao Rand (ZAR) e quando o interlocutor pergunta sobre o Yuan (moeda chinesa em franca ascensão à escala mundial) ou o Bitcoin (moeda cibernética que cada unidade varia nos dias que correm entre quatro mil e cinco mil dólares norte-americanos) os cambistas simplesmente soltam uma ruidosa gargalhada e dizem não entender de que “coisas” se tratam…

Refinaldo Chilengue, na África do Sul

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